8º ICC – Sustentabilidade em pauta no coração da floresta

Evento aconteceu entre os dias 06 e 09 de maio, em Manaus.

Impossível ficar indiferente ao encontro dos rios Negro e Solimões, a poucos quilômetros da costa de Manaus, a capital do estado do Amazonas. Como se fossem água e óleo, eles deixam claro quem é quem. Um é mais calmo, ou outro, veloz. Um é translúcido e escuro, o outro é turvo e claro. Mas, ao contrário do clássico água e óleo, que jamais irão se misturar, os rios amazônicos se estranham, impõem suas diferenças iniciais, mas se fundem em um espetáculo de força, beleza e abundância, signo de vida e fluxo contínuo. Esse espetáculo da natureza foi testemunhado pelos 63 participantes da Oitava Integração CCAB e Cooperativas 2019 (8º ICC), que este ano teve como tema Sustentabilidade e o Agro – Garantindo o futuro e o alimento das próximas gerações. O evento foi realizado entre os dias 7 e 9 de maio, no Tropical Executive Hotel.

Nem a escolha de Manaus foi casual, nem o passeio de barco ao encontro das águas. No modelo do ICC, conhecimento e reflexão nascem da interação entre os participantes entre si, e destes com o cenário onde o evento acontece. “Cada pessoa é como um rio, um efluente de um curso de água maior, com características próprias.  Por isso, não raros são os confrontos que surgem do encontro de diferentes indivíduos em diferentes meios, ou ecossistemas. Empresas são feitas de pessoas, e uma companhia com a CCAB, é um sistema ainda mais complexo. Além dos seus próprios quadros, ela abarca 22 cooperativas, que juntas somam 55 mil agricultores, e envolvem um sem fim de colaboradores, direta ou indiretamente ligados à nobre função de produzir alimentos”, ilustra o CEO da Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil, Jones Yasuda.

Durante três dias, colaboradores da CCAB e integrantes do corpo operacional dos acionistas, imergiram numa programação intensa de conhecimento, interação e cooperação, de forma leve e lúdica, mas não menos profunda. Os participantes puderam ter uma visão ampla do momento atual da CCAB, dos seus planos para o futuro e de como a empresa – que é formada por agricultores – pode chegar mais longe e fazer mais pelo agro nacional, com a ajuda de cada uma das pessoas que a compõem e fazem a diferença no seu dia a dia.

 

Construir pontes

O evento foi aberto oficialmente por Jones Yasuda, que partiu em missão oficial liderada pelo Governo Brasileiro para a China, pouco antes do seu término.  Yasuda apresentou um panorama da Companhia, no contexto do agro nacional e da missão do país de ser o grande provedor de alimentos para a população mundial, em curto espaço de tempo. “Temos uma grande responsabilidade social de nutrir o mundo; um papel diante da sociedade e perante a CCAB Participações, a InVivo e todos os acionistas”, lembrou Jones Yasuda, que apresentou os resultados da companhia, tratou sobre registro de novos produtos, e expôs as frentes de trabalho da CCAB em novos projetos, e também de Responsabilidade Social Empresarial.

“Construir pontes é o que pretendemos, enquanto CCAB, em momentos como este”, definiu. Segundo o CEO, o objetivo do ICC é ouvir todos os lados e entender as necessidades dos acionistas, para buscar oportunidades de melhorias, sobretudo operacionais. “São pessoas de diferentes cooperativas, em diferentes regiões, mas que estão ligadas a uma causa comum. Aqui se consegue um nível de entrosamento que vai muito além do que seria possível se estivessem por força da obrigação trabalhista de participar. Todos são convidados. Estão aqui espontaneamente, contribuindo com ideias, para a melhoria da CCAB. Queremos que, gradativamente, mais cooperativas estejam representadas no ICC, e que esse conhecimento adquirido aqui seja levado aos demais membros, e, sobretudo, aplicado no dia a dia das suas empresas”, afirma.

Durante seu discurso, Jones Yasuda comunicou aos presentes a decisão do conselho de administração da CCAB Participações de promover, no dia 27 de agosto, em Goiânia, no período em que ocorrerá o Congresso Brasileiro do Algodão (12º CBA), do qual a CCAB Participações é patrocinadora e convocou as cooperativas acionistas a convidarem seus cooperados. “Queremos participação intensa dos nossos acionistas. Somos uma empresa que fatura R$ 1 bilhão por ano. É preciso que os cooperados estejam juntos, acompanhando de perto o trabalho dela e celebrando juntos também”, concluiu.

programação do ICC alternou conteúdo informativo e atividades lúdicas, para tornar a absorção do conhecimento mais efetiva. “Esse modelo também permite promover a interação entre os participantes, e muitas boas ideias, e mesmo negócios e oportunidades de intercooperação, podem surgir desses momentos”, explica o diretor operacional da CCAB, Emiliano Mellis.

 

Cases e palestras

Princípio básico do cooperativismo, a intercooperação também teve destaque no 8º ICC. Este conceito pressupõe o compartilhamento mútuo e solidário de experiências e apoio, para o bem tanto dos seus associados, quanto das demais cooperativas. No encontro, uma das maneiras de tornar essa cooperação mútua evidente foi a exposição de casos de sucesso.

Foram quatro experiências bem-sucedidas, apresentadas em formato de caso, em que se evidenciam o problema, a estratégia e a solução. Os casos foram:  “Sinergia: quando o todo é maior que a soma das partes, apresentado pela Cooperfarms, Coopercotton e CCAB;  “Banda cambial: solução para maior previsibilidade no seu negócio”, de autoria da Cooproeste, Cooperfarms e CCAB, que tratou da  sinergia entre as Cooperativas na comercialização de sementes Tropical; “Armazém Pulmão: viabilizando negócios – pensando nos maiores beneficiadores, os produtores: como a CCAB trabalhou em parceria com a Cooperativa para beneficiar seus produtores”, exposto pela  Cooad com a  CCAB, e, por fim,  “Agilidade no repique: quando o tempo importa – A agilidade na disponibilização de produtos no repique faz toda a diferença no relacionamento e confiança com os produtores cooperados”, ministrado pela Unicotton e CCAB.

 

 Sustentabilidade como valor

Um dos pontos altos do evento foi a palestra com gerente de Relações Institucionais para a Amazônia, da empresa de cosméticos Natura, José Mattos. Ele tratou sobre a estratégia de sustentabilidade da marca, e da forma como trabalham a comunicação para as questões associadas ao tripé ambiental, social e econômico. “A Natura é uma empresa que tem o valor da sustentabilidade fortemente atrelado à sua marca, porque soube comunicar. Da mesma forma, o agro, que trabalha estritamente dentro dos padrões de sustentabilidade, em dia com a legislação trabalhista e ambiental, gerando riquezas para o Brasil e para as comunidades diretamente ligadas à área de produção, precisa mostrar o que faz e ser valorizado por isso”, ponderou Jones Yasuda.

Ao longo da temporada na capital amazonense, os participantes do ICC puderam aproveitar as belezas naturais do lugar, em passeio de barco, pescaria e safari amazônico, e também participaram de atividades culturais e jogos corporativos.

Veja a opinião de alguns dos participantes:

 

Odair Aguiar – Cooperfarms

Eu participei de sete das oito edições do ICC. O que percebo é que, a cada ano, a CCAB vem aprimorando este evento. Considero essa oportunidade muito importante para que as cooperativas tragam suas demandas e levem até a direção para que se aperfeiçoem. As empresas são feitas de pessoas, e as pessoas evoluem em momentos assim.

 

Antonio César Coutinho – Coopercotton

O ICC é um momento muito produtivo. Esta é a quarta vez que participo. Para mim, o que mais interessa é o resultado prático que esse evento nos traz. Nós participamos da CCAB desde a fundação. A evolução da empresa é perceptível em termos de negociação de produtos, e, principalmente, em formação de mercado. A prestação de serviços da CCAB é muito importante para nós. Aqui temos uma visão panorâmica desse trabalho.

 

César Perini – Cooperverde

A interação no ICC é perfeita. Há uma sincronia das atividades de socialização com os temas de cada edição, e com a projeção de futuro da companhia. Esse bate-bola dos cases das cooperativas, para mim, foi um dos momentos mais importantes.  A interação de uma cooperativa com a outra traz benefícios mútuos.

 

André Moura – Cooperfibra

Participei pela primeira vez e achei o encontro enriquecedor. Revi várias pessoas amigas e conheci muitas outras, de outras cooperativas. Networking é importante, assim como conhecer mais o que é a CCAB. A CCAB faz as cooperativas se unirem em prol do bem comum, trabalhando, principalmente, para a competitividade do produtor. Foi uma grande troca de informações, de conhecimento. A forma transparente como foram passadas as informações acerca da empresa me chamou a atenção.

 

Maycon de Andrade – COOAD

 

Conhecer as pessoas que estão no dia a dia de outras cooperativas é sempre muito bom.  O conteúdo das palestras foi muito proveitoso. Eu diria que nos ajudou a abrir a mente. Ganhamos conhecimento e experiência e isso se transforma em resultados práticos em nosso trabalho. Vamos levar isso para a equipe da Cooad. Os cases de sucesso foram outro destaque do ICC, na minha opinião.

 

Gelson Pedro Nicolau – Fecoagro

Estar mais próximos da CCAB e participar das negociações é uma das metas da Fecoagro. Essa é a nossa primeira vez no ICC, um evento curto e objetivo, focado no cooperativismo. Tem tudo a ver com o que acreditamos e buscamos.

 

Janice Bazila – CAAP

Apenas nos dois últimos anos, não participei do ICC. O que percebi é uma evolução muito grande de qualidade e formato do evento. Antes, ficávamos muito concentrados em uma sala, recebendo conteúdo. Esse modelo mais leve, com mais atividades lúdicas intercaladas com a informação está promovendo a interação com os outros participantes. Aqui, a gente discute também alguns problemas que temos durante o ano e todos, juntos, têm mais capacidade de buscar uma solução.

 

 

Imprensa CCAB

Catarina Guedes – Assessora de Imprensa

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