CCAB alerta para necessidade de intensificação de laços com a China para atender demanda mundial por alimentos

O estreitamento dos laços entre Brasil e China será estratégico para a oferta de alimentos para a crescente população mundial, nos próximos anos, que, de acordo com a FAO, será de nove bilhões de pessoas. O Brasil, estabelecido como o grande provedor global de grãos e proteína animal, importa insumos de proteção de cultivos da China e provê a esse mercado os produtos das lavouras e planteis. Esse foi o cerne da mensagem que a Companhia das Cooperativas Agrícolas do Brasil (CCAB Agro) levou aos dirigentes de algumas das mais importantes empresas de produção de insumos agrícolas do mundo –  Sinochem e ChemChina – durante reunião que integrou a missão oficial do Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) ao país.

A agenda da CCAB se deu quarta-feira, 15 de maio, em Pequim, introduzida pelo presidente da Associação Mato-grossense dos Produtores de Algodão (Ampa) e do Instituto Pensar Agro (IPA), Alexandre Schenkel, e conduzida pelo CEO da Companhia, Jones Yasuda. Na plateia, o chairman do conglomerado Sinochem – ChemChina, Frank Ning, e executivos da alta gestão das duas empresas, além dos integrantes da delegação brasileira, liderada pela ministra Tereza Cristina. A comitiva brasileira contou com representantes do Governo, embaixadores, líderes das associações das diversas cadeias produtivas do agro nacional. Os deputados brasileiros foram representados pelo presidente da Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA), Alceu Moreira. Também estiveram presentes diversas entidades, como a Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA), Associação Brasileira dos Produtores de Soja (Aprosoja Brasil), Associação Brasileira dos Produtores de Algodão (Abrapa), Organização das Cooperativas do Brasil (OCB), Associação Brasileira dos Produtores de Frutas (Abrafrutas), Associação Brasileira do Agronegócio (Abag), Associação das Empresas de Biotecnologia, Agricultura e Agroindústria (Agrobio), dentre outras.

“Em 30 anos, o agro brasileiro se transformou. Já tínhamos as condições naturais favoráveis para nos tornarmos uma grande potência agrícola, mas isso só foi possível porque houve decisão de fazer acontecer e investimentos”, afirmou Yasuda. Ele destacou como pontos fortes para a “virada do agro brasileiro”, o empreendedorismo rural, os investimentos em pesquisa científica, tecnologia e profissionalização do agricultor.

 

União

“Um dos diferenciais do Brasil, no entanto, é a união dos agricultores brasileiros e o consenso a que chegamos de que temos a missão de nutrir o mundo”, disse o CEO da CCAB. Jones Yasuda apresentou, na ocasião, um vídeo da companhia para ilustrar a importância do que classificou como uma “simbiose estratégica entre Brasil e China”.

Para o presidente do Instituto Pensar Agro (IPA), Alexandre Schenkel, a união do setor permitiu a criação do IPA, um canal de interlocução e representatividade com os parlamentares brasileiros, fomentando soluções para os gargalos ao pleno desenvolvimento do setor. “No Brasil, o agricultor tem voz ativa no Congresso, sendo muito bem representado pela Frente Parlamentar da Agropecuária (FPA). Isso garante aos nossos parlamentares o conhecimento fiel das demandas do setor. O IPA propõe alternativas e meios de resolver os entreves”, explicou Schenkel. Ele destacou a importância do mercado chinês, lembrando que a China é o destino de 50% da produção nacional de algodão.

 

Oportunidades

Jones Yasuda ressaltou que enquanto o agro nacional se fortalecia, na China, algo muito parecido aconteceu na indústria. “A China se tornou o maior parque de agroquímicos do mundo”, disse. Segundo o CEO da CCAB, na base da transformação industrial chinesa, alguns fatores semelhantes, como investimento em ciência e tecnologia, educação e políticas públicas.

A importância do relacionamento intensificado entre Brasil e China foi endossado também pelo chairman da Sinochem/ ChemChina, Frank Ning. “Com a disputa comercial entre os Estados Unidos e a China, os chineses, cada vez mais, terão de diversificar a busca por alimentos e comprar mais do Brasil”, afirmou.

A ministra Tereza Cristina ressaltou que a disputa “pode ser uma oportunidade para os exportadores brasileiros aumentarem a participação no mercado chinês, maior importador de soja e carnes”. Na oportunidade, ela frisou o recém firmado acordo conjunto com os líderes da Agricultura do Hemisfério Ocidental, para defender a segurança alimentar global, compromisso assumido em encontro paralelo à Reunião dos Ministros de Agricultura do G20, em Niiagata, no Japão, no domingo (12/05). “Definimos que iremos trabalhar em conjunto em defesa da segurança alimentar global e do comércio agrícola, com base em princípios científicos e de análises de risco”, explicou a ministra.

 

16.05.2017

Imprensa CCAB

Catarina Guedes – Assessora de Imprensa

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