O Grupo InVivo e o Grupo Soufflet entram em negociações visando fusão revolucionária no agro

As companhias francesas InVivo Group e Soufflet Group anunciaram, em Paris, no dia 13 de janeiro de 2021, o início das negociações para a aquisição do Soufflet Group pelo Invivo, numa operação que vai somar 10 bilhões de euros em receitas, 12.500 empregados, sendo 10.000 deles na França (10.000) e os demais em 29 países ao redor do mundo, além de mais de 90 plantas industriais, 59 delas, na França. A operação ainda terá de ser aprovada pelas autoridades anti truste, o que deve acontecer até o final deste ano. De acordo com as companhias, o know-how e a experiência conjunta, além da sinergia entre os dois grupos vão atender às expectativas dos consumidores que se preocupam com qualidade e segurança da cadeia alimentar, preservação do meio ambiente e com a promoção dos territórios e da produção agrícola.

O Invivo Group é uma plataforma que congrega a quase totalidade dos agricultores franceses, com atuação em diversos países. No Brasil, é acionista majoritário da Companhia das Cooperativa Agrícolas do Brasil (CCAB) e da empresa de sementes Agro-Sol. O Soufflet Group é uma empresa familiar do ramo da agricultura, que produz alimentos em escala internacional. Com a compra, pelo Invivo Group, de 100% do capital do Soufflet, a expectativa é de abrir caminho para uma presença robusta francesa em agricultura e agronegócio, com pegada internacional. 

Dentre os cultivos e setores englobados nesta junção, estão trigo, cevada, proteínas vegetais, viticultura e produção de vinhos. Mas as operações se estendem a todos os níveis das cadeias de valor do agronegócio, incluindo sementes, produção e armazenamento de safra, logística, trading de commodities e exportações, consultoria agrícola e supply, maltagem, moagem e padaria industriais, e, ainda, os setores de jardinagem, varejo, marketing e restaurantes fast food.

A junção das companhias em um novo grupo se baseia em três pilares. O primeiro é o da parceria com os agricultores, que visa apoio e treinamento a estes e outros atores do setor; abordagem mais sistemática e qualitativa, especialmente, por meio do desenvolvimento setorial, suporte de marketing e varejo para os produtos agrícolas. O segundo pilar é o da sustentabilidade dos setores, que passa pela promoção de práticas sustentáveis para responder às expectativas da sociedade, como o desenvolvimento da agricultura orgânica em grande escala, rastreabilidade, fortalecimento e soberania alimentar, além de práticas de regeneração dos solos e otimização dos recursos. Por fim, o pilar da inovação, que prevê o desenvolvimento da habilidade para inovar em melhores práticas, acelerar a digitalização do setor agrícola, incluindo big data, investimentos em agricultura de precisão e desenvolvimento de biotecnologias.